quinta-feira, 7 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
SP: PREFEITURA AUMENTA COMPRA DE REMÉDIO PARA TDAH
Segunda, 27 de junho de 2011, 15h26
Atualizada às 16h43
Ana Cláudia Barros
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo comprou, nos primeiros meses deste ano, 150 mil compridos de Ritalina (Cloridrato de Metilfenidato), um estimulante do sistema nervoso central usado no tratamento de pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O número corresponde a quase o total da droga adquirido pelo órgão durante os 12 meses de 2010, quando foram comprados 180 mil unidades.
Em 2009, a quantidade foi 110,3 mil, sinalizando um crescimento progressivo da demanda, atendida pela SMS, consumidora do medicamento. Tarja preta, a Ritalina pode "causar dependência física ou psíquica", de acordo com advertência impressa na embalagem do produto.
Os dados foram solicitados pela Câmara Municipal e serão apresentados a representantes do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, formado por mais de 20 entidades, entre elas a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) e o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente de São Paulo (Condeca). O grupo adiantou que irá pedir esclarecimentos à SMS. Quer saber por que a secretaria passou a comprar uma quantidade maior do estimulante. A preocupação é que haja excesso de prescrições da droga.
Terra Magazine apurou que, em 20 de maio de 2011, a Divisão Técnica de Suprimentos da Secretaria Municipal da Saúde autorizou a aquisição de comprimidos de Cloridrato de Metilfenidato de 10 miligramas "para suprir as necessidades da Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos (CDMEC), pelo valor total de R$ 65.610", onerando a dotação prevista inicialmente na Nota de Reserva (uma espécie de pré-empenho) 34.056/11. A informação, referente ao processo 2011-0.129.580-1, foi publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, junto com a nota de empenho em favor da Interlab Farmacêutica LTDA, vencedora de pregão eletrônico, aberto em 22 de fevereiro deste ano.
Conforme o extrato da Ata de Registro de Preços n 103/11, cada comprimido, cujo fabricante é o Laboratório Novartis, sairia para o município a R$ 0,7229. Ainda segundo o documento, o "consumo médio mensal" da droga é de 30.060 unidades, sendo que 30 mil delas seriam destinadas à CDMEC e 60, ao Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM). Com base nesta estimativa da SMS, calcula-se que, ao final de 2011, o consumo da Ritalina por usuários da rede municipal de saúde ultrapasse as 360 mil unidades, mais que o dobro de 2010.
A professora titular de Pediatria da Unicamp, Maria Aparecida Moysés, uma das autoras do livro Preconceitos no Cotidiano Escolar. Ensino e Medicalização, classificou a situação de "muito preocupante":
- Estamos tendo uma aceleração do crescimento. Não é só um crescimento mantido. Quando entra qualquer medicação padronizada no Sistema Único de Saúde (SUS), há toda uma discussão, um processo mais transparente. E esse, a gente descobre que está sendo realizado praticamente em todas as cidades. Por que está sendo feito, há quanto tempo? É um crescimento assustador, mas que repete o que temos de dados sobre venda de Ritalina em farmácia particular. Conseguiram invadir a política pública de saúde. Foi o que aconteceu.
Conselheira do Conselho Federal de Psicologia e integrante da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, Marilene Proença Rabello considera que há excesso de prescrições do Cloridrato de Metilfenidato - também comercializado no mercado com o sugestivo nome de Concerta.
- Tem sido principalmente utilizada com objetivo de melhorar a performance das crianças na escola. Ao tomar esse remédio, ela fica mais focada, fica mais atenta, menos agitada, menos agressiva.
Diagnósticos equivocados
Estudo elaborado pelo Albert Einstein College of Medicine, dos Estados Unidos, junto com instituições brasileiras revelou que 73% das crianças submetidas a tratamento de TDAH não apresentavam o problema. Segundo o trabalho, divulgado no início do mês, dos cerca de 6 mil pacientes, entre 6 e 18 anos, avaliados em 18 Estados, somente 4,4% tinham o transtorno.
A pediatra Maria Aparecida Moysés é enfática ao falar sobre diagnósticos indiscriminados do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Na interpretação dela, não há comprovação científica da doença.
- O critério diagnóstico é basicamente um questionário. Embora se fale muito em neuroimagem, não há um exame que faça um diagnóstico. Fica vago, impreciso. É quase um processo: 'você não tem escapatória'. O questionário é baseado no manual de classificação de doenças mentais feita pela Associação Americana de Psiquiatria, que é de onde brotam todos os transtornos, distúrbios. São 18 perguntas bastante imprecisas, com respostas do tipo: 'muito pouco', 'bastante', 'demais'. Inclusive, orienta que você pode imprimir e pedir para o professor preencher. Então é assim que é feito o diagnóstico: de forma anti-científica. É uma doença que jamais foi comprovada com base na ciência médica. Por isso que é questionada no mundo todo.
A psicoterapeuta Cacilda Amorim, do Instituto Paulista de Déficit de Atenção (IPDA), considera o argumento é frágil. "Esquizofrenia é uma doença que ninguém discute que existe, mas não tem exames clínicos, médicos, de imagem cerebral para o diagnóstico. Depressão idem", rebate.
Cacilda reconhece, entretanto, que a identificação correta do TDAH é difícil e que isso aumenta a probablidade de equívocos e de medicalização inadequada.
- Por isso, em muitos casos, pode haver precipitação. A questão do diagnóstico é extremamente delicada. O fato de não existirem exames físicos faz com que muitos médicos acreditem que deve ser feito apenas um julgamento clínico. Alguns começam a tratar com medicação e, a partir do resultado, comprovam ou não a hipótese. Para ela, a análise do aumento do número de casos da doença deve levar em conta diferentes fatores.
- Não há resposta rápida para essa questão, do tipo é uma ação integrada da indústria farmacêutica para ter seu faturamento aumentado, como algumas pessoas sugerem. Ao mesmo tempo, você também não pode dar uma resposta simplista, como: 'Apenas mais pessoas tomaram conhecimento do TDAH e, como temos uma proporção grande de casos não diagnosticados, eles estão vindo à tona simplesmente porque havia uma demanda reprimida'.
Terra Magazine procurou a assessoria de comunicação da SMS na quarta-feira (22) e retomou o contato nesta segunda-feira (27). A resposta foi que o órgão estaria apurando as informações solicitadas. Até o início da tarde, não foi dado retorno.
Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/
terça-feira, 21 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
PALESTRA NO COLÉGIO C.E.C.I. "A FAMÍLIA E O DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO"
No dia 02 de junho ministramos a palestra "A Família e o Desenvolvimento Psicológico do pré adolescente e do Adolescente" no Teatro do Colégio C.E.C.I., convidados pela Professora Mariene Silvestre.
Na ocasião discutimos com os pais diversos temas, entre eles;
Papéis familiares, autoridade e limites;
Convivência social, baladas;Bullyng,
Motivação para os estudos,
Álcool e outras drogas.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
PALESTRA SOBRE MEDICALIZAÇÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS
No dia 19 de maio participamos da semana de promoção à Saúde Mental, em comemoração ao Dia da Luta Antimanicomial, promovida pela Supervisão geral de Recursos Humanos daquela Secretaria.
Ministramos a Palestra " Medicalização dos Problemas Sociais e da Educação ".
O debate foi muito produtivo, agradecemos o convite e parabenizamos a iniciativa. e o apoio logístico de toda a equipe da Assessoria Técnica de Saúde do Trabalhador.
sábado, 30 de abril de 2011
ENCAMINHAMENTOS DA AUDIÊNCIA PÚBLICA CONTRA A MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE
Com a mesa composta pelo Deputado Estadual P-Sol Carlos Giannazi, Rafael Marmo palestrante e Marilene Proença representando o Forúm sobre Medicalização da Educação e Sociedade, no dia 27/04 foi realizada a Audiência Pública na Assembléia Legislativa de São Paulo contra a Medicalização da Educação e da Sociedade.
Foram quase 2 horas de esplanações e debates sobre o tema que resultaram nos seguintes encaminhamentos:
PL do dia Estadual da Luta contra a Medicalização da Educação, dia 11 de novembro;
PR criando a Frente Parlamentar sobre a Medicalização da Educação, a serem apresentados na ALESP pelo deputado Carlos Giannazi;
Participação no Forúm sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade;
Criação do Observatório sobre Medicalização da Educação e da Sociedade.
A seguir imagens do evento
Foram quase 2 horas de esplanações e debates sobre o tema que resultaram nos seguintes encaminhamentos:
PL do dia Estadual da Luta contra a Medicalização da Educação, dia 11 de novembro;
PR criando a Frente Parlamentar sobre a Medicalização da Educação, a serem apresentados na ALESP pelo deputado Carlos Giannazi;
Participação no Forúm sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade;
Criação do Observatório sobre Medicalização da Educação e da Sociedade.
A seguir imagens do evento
segunda-feira, 11 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
CAMINHADA NO DIA MUNDIAL DA SAÚDE
Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, caminhada contra as Privatizações e venda dos leitos Hospitalares, concentração às 10h, em frente ao MASP (Av. Paulista) Abraços Fraternos,
Coordenação da Plenária Estadual de Entidades e Movimentos Populares de Saúde do Estado de São Paulo
Em Defesa do SUS
domingo, 20 de março de 2011
PRESOS POLÍTICOS
Nota da CONEP em apoio aos Presos Políticos da manifestação contra a visita de Obama ao Brasil
"Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre" (Eduardo Galeano)
A Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia - CONEP - procura colocar-se ao lado da classe trabalhadora em seus processos de luta, apoiando as resistências contra o imperialismo que explora e ceifa a vida dos trabalhadores no Brasil e no mundo. Dessa forma, é imenso o nosso repúdio a Dilma Roussef, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, e à sua repressão policial que, por motivações políticas, deteve e posteriormente prendeu treze companheiros de luta. Os manifestantes foram presos em um ato em frente ao Consulado Americano no Rio de Janeiro, contra a visita de Barack Obama ao país. A prisão foi claramente uma forma de calar aquelas e aqueles que lutam coletivamente para expor as mazelas do imperialismo do capital, para deixar claro que Obama não é bem vindo em nosso país e que os acordos entre as burguesias brasileira e americana trarão mais exploração à maioria da população, que vive do trabalho.
A CONEP está entre as muitas entidades que exigem imediata soltura dos presos políticos de Dilma, Cabral e Eduardo Paes, e prestamos total solidariedade e apoio à luta, neste momento tão difícil, de:
- Gilberto Silva - eletricista
- Rafael Rossi - professor de estado, dirigente sindical do SEPE
- Pâmela Rossi - professora do estado e casada
- Thiago Loureiro - estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça
- Yuri Proença da Costa - carteiro dos Correios
- Gualberto Tinoco - servidor do estado e dirigente sindical do SEPE
- Gabriela Proença da Costa - estudante de Artes da UERJ
- Gabriel de Melo Souza Paulo - estudante de Letras da UFRJ, DCE UFRJ
- José Eduardo BRAUNSCHWEIGER - advogado
- Andriev Martins Santos - estudante UFF
- João Paulo - estudante Colégio Pedro II
- Vagner Vasconcelos - Movimento MV Brasil
- Maria de Lurdes Pereira da Silva - doméstica
Em tempo, convidamos a todos que assinem a petição pública em favor da libertação dos 13 manifestantes presos: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=PSTU
"Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre" (Eduardo Galeano)
Domingo, 20 de março de 2011
Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia
ATUALIZANDO:
ATUALIZANDO:
Após as prisões no dia 18, passaram a noite em uma delegacia e no dia seguinte foram encaminhados: os homens ao Presídio Ary Franco, onde tiveram suas cabeças raspadas; as mulheres ao Presídio de Bangú 8; e o adolescente ao Centro de Triagem da Ilha do Governador.
Somente no dia 20 à noite, foram libertos e puderam retornar ao convívio social. Precisamos refletir à respeito.
Fonte: www.tsavkko.blogspot.com
FORUM PAULISTA DA LUTA ANTIMANICOMIAL
Vejam detalhes e fotos da Reunião do Forum Paulista da Luta Antimanicomial, ocorrida em 19 de março no Município de Carapicuíba, basta clicar
RAFAEL MARMO: REUNIÃO DO FORUM PAULISTA DA LUTA ANTIMANICOMIAL
RAFAEL MARMO: REUNIÃO DO FORUM PAULISTA DA LUTA ANTIMANICOMIAL
sexta-feira, 4 de março de 2011
HOMENAGEM ESPECIAL ÀS MULHERES
No mês das mulheres, gostaria de fazer uma homenagem a grande Psiquiatra brasileira Nise da Silveira, como um ícone da luta pela igualdade de gênero no Brasil.
Nise nasceu em 15 de fevereiro de 1905 em Maceio, Alagoas, numa época que o estudo de Medicina por mulheres era praticamente nulo, cursou na Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a única entre 157 homens, graduou-se em 1926.
Resolveu especializar-se em psiquiatria, outra ousadia, e daí por diante aprovada em um concurso público, começou sua carreira no Hospital Psiquiátrico da Praia Vermelha no Rio de Janeiro em 1933.
Discípula de Carl Jung e desde 1944 no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, inaugurou a seção de Terapia Ocupacional (T.O.) do hospital em 1946, no lugar de colocar seus pacientes em tarefas de limpeza e manutenção como era praxe em T.O., criou ateliês com proposta de trabalhos em pintura e modelagem, tendo como objetivo reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade.
Nise nasceu em 15 de fevereiro de 1905 em Maceio, Alagoas, numa época que o estudo de Medicina por mulheres era praticamente nulo, cursou na Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a única entre 157 homens, graduou-se em 1926.
Resolveu especializar-se em psiquiatria, outra ousadia, e daí por diante aprovada em um concurso público, começou sua carreira no Hospital Psiquiátrico da Praia Vermelha no Rio de Janeiro em 1933.
Discípula de Carl Jung e desde 1944 no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, inaugurou a seção de Terapia Ocupacional (T.O.) do hospital em 1946, no lugar de colocar seus pacientes em tarefas de limpeza e manutenção como era praxe em T.O., criou ateliês com proposta de trabalhos em pintura e modelagem, tendo como objetivo reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade.
Foi um passo muito importante para a criação de um novo paradigma no tratamento de pessoas com transtornos psíquicos, no auge do eletrochoque, insulinoterapia, lobotomia e demais tratamentos biológicos que no futuro foram percebidos como contrários aos direitos e dignidade humanas e que Nise não aceitava praticar.
No lugar de cirurgias e choque elétricos no cérebro, ofereceu pincéis, argila, tintas, quadros aos esquizofrênicos e demais usuários do hospital. Mais adiante em 1952 fundou o Museu de Imagens do Inconsciente no Rio de Janeiro e um Centro de Estudos e Pesquisas destinado a preservação dos trabalhos elaborados pelos usuários dos ateliês de pintura e modelagem
Nise foi pioneira também no trabalho de pesquisa das relações e laços afetivos entre pessoas e animais no tratamento de transtornos psíquicos, chamava os bichos de co-terapêutas, e teve que enfrentar seus opositores que envenenavam os seus auxiliares gatos no hospital.
Em 1956 funda a Casa das Palmeiras, uma clínica voltada para a reabilitação de antigos usuários de instituições psiquiátricas.
Faleceu em 30 de outubro de 1999, na cidade do Rio de Janeiro, deixando um grande legado à saúde mental no Brasil.
Um grande exemplo de garra e luta na emancipação das mulheres e um veículo de cidadania e dignidade aos usuários de serviços de saúde mental.
Nossas homenagens às MULHERES no Dia Internacional da Mulher e neste ano recordando essa grande mulher, a Drª Nise da Silveira.
No lugar de cirurgias e choque elétricos no cérebro, ofereceu pincéis, argila, tintas, quadros aos esquizofrênicos e demais usuários do hospital. Mais adiante em 1952 fundou o Museu de Imagens do Inconsciente no Rio de Janeiro e um Centro de Estudos e Pesquisas destinado a preservação dos trabalhos elaborados pelos usuários dos ateliês de pintura e modelagem
Nise foi pioneira também no trabalho de pesquisa das relações e laços afetivos entre pessoas e animais no tratamento de transtornos psíquicos, chamava os bichos de co-terapêutas, e teve que enfrentar seus opositores que envenenavam os seus auxiliares gatos no hospital.
Em 1956 funda a Casa das Palmeiras, uma clínica voltada para a reabilitação de antigos usuários de instituições psiquiátricas.
Faleceu em 30 de outubro de 1999, na cidade do Rio de Janeiro, deixando um grande legado à saúde mental no Brasil.
Um grande exemplo de garra e luta na emancipação das mulheres e um veículo de cidadania e dignidade aos usuários de serviços de saúde mental.
Nossas homenagens às MULHERES no Dia Internacional da Mulher e neste ano recordando essa grande mulher, a Drª Nise da Silveira.
terça-feira, 1 de março de 2011
DINHEIRO PÚBLICO E CORRUPÇÃO (CRIME HEDIONDO)
Infelizmente no Brasil cerca de 84 bilhões de reais são consumidos pela corrupção por ano, de quem é a responsabilidade por tal situação? Quem se beneficia com esse rombo no dinheiro público?
Não podemos aceitar tal situação, porque;
Se temos problemas com energia elétrica a culpa é do povo porque não sabe usar a eletricidade;
Se falta água a culpa é do povo que não faz seu uso de forma racional;
Se temos enchente é porque o povo joga lixo nas ruas;
Se existe poluição a culpa é das pessoas que não se preocupam com o meio ambiente;
Se existe inflação é porque não sabemos gastar dinheiro;
Se existe político corrupto é porque não sabemos escolher bem nossos representantes;
Se roubam dinheiro público é porque todo mundo rouba;
84 bilhões de reais daria para construir centenas de hospitais, escolas, creches, fazer investimentos em energia elétrica, saneamento básico, água, esgoto, fiscalização da mata amazônica, acabar com a fome no país, investir na infância, adolescência, na mulher, no idoso, daria para melhorar a segurança pública e muito mais.
A corrupção consome mais que os investimentos governamentais em qualquer área no Brasil.
E a culpa dizem, não é dos ladrões e sim da população, mais ou menos como dizer que se você for assaltado, quem deve ser preso e julgado é você.
Pensam que não sabemos pensar, que podemos ser enganados com esse discurso infame.
Acredito que está chegando a hora de pessoas honestas assumirem o lugar dos políticos corruptos, os eleitores já estão pensando seriamente em votar em pessoas com histórico de honestidade.
Mais do que isso, é necessário uma legislação que transforme corrupção e roubo de dinheiro público em crime hediondo, com cadeia obrigatória, pois esse crime é responsável pela morte de milhares de brasileiros por falta de investimento em saúde, educação, habitação, saneamento e etc.
Enquanto esses criminosos levam seus filhos para estudar fora do país, comem nos melhores restaurantes do mundo, viajam, se divertem, contratam segurança particular, muitos brasileiros crescem desnutridos, sem acesso a educação, enfrentam filas em hospitais, vivem em baixo de pontes são humilhados e tratados como invasores do espaço público. Eles são assaltantes do dinheiro público e ficam impunes.
A classe média paga o maior imposto do mundo, cobrado diretamente do seu salário, para sustentar tais orgias com o dinheiro nas cuecas e caindo dos bolsos. Precisamos reagir.
Colocar a culpa na população é o mais deslavado cinismo.
Temos que colaborar, fazendo uso racional de energia, contribuir para melhorar a poluição e o meio ambiente e escolher melhor nossos representantes, é claro. Não podemos fugir de nossas responsabilidades.
Os responsáveis pela morte de fome, doenças e falta do mínimo de infra-estrutura para uma vida digna devem ser punidos exemplarmente com cadeia, sem direito a processos que duram a vida toda para concluir. A impunidade mantém essa situação, os honestos são cooptados e em pouco tempo começam fazer parte dessas quadrilhas crentes de que não serão penalizados.
Vamos nos preparar para uma grande virada, vamos nos unir e lutar para que os próximos anos sejam de luz e harmonia, nós merecemos um futuro melhor de solidariedade e fraternidade.
Não podemos aceitar tal situação, porque;
Se temos problemas com energia elétrica a culpa é do povo porque não sabe usar a eletricidade;
Se falta água a culpa é do povo que não faz seu uso de forma racional;
Se temos enchente é porque o povo joga lixo nas ruas;
Se existe poluição a culpa é das pessoas que não se preocupam com o meio ambiente;
Se existe inflação é porque não sabemos gastar dinheiro;
Se existe político corrupto é porque não sabemos escolher bem nossos representantes;
Se roubam dinheiro público é porque todo mundo rouba;
84 bilhões de reais daria para construir centenas de hospitais, escolas, creches, fazer investimentos em energia elétrica, saneamento básico, água, esgoto, fiscalização da mata amazônica, acabar com a fome no país, investir na infância, adolescência, na mulher, no idoso, daria para melhorar a segurança pública e muito mais.
A corrupção consome mais que os investimentos governamentais em qualquer área no Brasil.
E a culpa dizem, não é dos ladrões e sim da população, mais ou menos como dizer que se você for assaltado, quem deve ser preso e julgado é você.
Pensam que não sabemos pensar, que podemos ser enganados com esse discurso infame.
Acredito que está chegando a hora de pessoas honestas assumirem o lugar dos políticos corruptos, os eleitores já estão pensando seriamente em votar em pessoas com histórico de honestidade.
Mais do que isso, é necessário uma legislação que transforme corrupção e roubo de dinheiro público em crime hediondo, com cadeia obrigatória, pois esse crime é responsável pela morte de milhares de brasileiros por falta de investimento em saúde, educação, habitação, saneamento e etc.
Enquanto esses criminosos levam seus filhos para estudar fora do país, comem nos melhores restaurantes do mundo, viajam, se divertem, contratam segurança particular, muitos brasileiros crescem desnutridos, sem acesso a educação, enfrentam filas em hospitais, vivem em baixo de pontes são humilhados e tratados como invasores do espaço público. Eles são assaltantes do dinheiro público e ficam impunes.
A classe média paga o maior imposto do mundo, cobrado diretamente do seu salário, para sustentar tais orgias com o dinheiro nas cuecas e caindo dos bolsos. Precisamos reagir.
Colocar a culpa na população é o mais deslavado cinismo.
Temos que colaborar, fazendo uso racional de energia, contribuir para melhorar a poluição e o meio ambiente e escolher melhor nossos representantes, é claro. Não podemos fugir de nossas responsabilidades.
Os responsáveis pela morte de fome, doenças e falta do mínimo de infra-estrutura para uma vida digna devem ser punidos exemplarmente com cadeia, sem direito a processos que duram a vida toda para concluir. A impunidade mantém essa situação, os honestos são cooptados e em pouco tempo começam fazer parte dessas quadrilhas crentes de que não serão penalizados.
Vamos nos preparar para uma grande virada, vamos nos unir e lutar para que os próximos anos sejam de luz e harmonia, nós merecemos um futuro melhor de solidariedade e fraternidade.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
UNIÃO EM TORNO DA CARGA HORÁRIA DO PSICÓLOGO
Há quase 50 anos foi regulamentada a profissão do Psicólogo, nesse período avançamos muito na sociedade. Somos reconhecidos profissionalmente pela população, a Psicologia é chamada a contribuir nas transformações sociais e ouvida nas questões importantes referente a qualidade de vida das pessoas. Os vários segmentos da Psicologia participam de forma efetiva nos grandes movimentos sociais, tais como o da Luta Antimanicomial, Crianças e Adolescentes, Efetivação do SUS e Implentação do SUAS, LGBTT entre muitos outros.
Realmente estamos de PARABÉNS e devemos nos orgulhar de tamanho avanço, que nos dá muito mais responsabilidade com a comunidade e o futuro do Brasil e vamos contabilizar nos próximos anos mais participação e mais responsabilidades.
Duas grandes questões precisaremos enfrentar com grandeza, articulação e respeito à diversidade de pensamento;
Uma é a discussão do piso salarial do Psicólogo, que tramita no Congresso a passos de tartaruga e infelizmente não temos um Deputado ou Senador que milite pela questão com o mesmo empenho que militam por outras causas. Todavia em relação ao piso parece que temos consenso e acredito que com uma campanha de mobilização possamos pressionar os parlamentares. O ideal é que elegessemos algum deputado da categoria, outras profissões utilizam tal estratégia, me parece muito eficaz;
Outra é a carga horária, aí não conseguimos nos entender. Uns defendem 30 horas semanais, outros 20.
Temos peculiaridades no exercício da Psicologia, não é possivel defendermos carga horária única profissional, as entidades precisam ouvir os Psicólogos e fomentar uma grande discussão.
Enquanto em algumas especialidades o Psicólogo consegue exercer suas atividades por 30 horas em outras se torna insalubre ir além das 20.
É o caso de Psicólogos que atuam na área da saúde em hospitais, clínicas, caps e outros. Trabalhar nesta área numa mesma instituição mais de 20 horas pode provocar perda de qualidade no trabalho e provocar doenças.
Enquanto não tomamos uma posição, os profissionais são contratados para trabalhar na maioria das vezes por 40 horas semanais. Sem contar que na atual situação não temos respaldo legal para qualquer reinvidicação e negociação.
Embora seja contra a carga horária única para o Psicólogo, considero um avanço a conquista das 30 horas semanais,.Estrategicamente o momento é de união para esta conquista, da mesma maneira os Assistentes Sociais obtiveram a carga horária sem a redução de salário.
Um grande abraço a todas Psicólogas e Psicólogos, Parabéns pelas conquistas, Força para os próximos desafios e UNIÃO PELA CARGA HORÁRIA DE 30 HORAS SEMANAIS SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO.
Realmente estamos de PARABÉNS e devemos nos orgulhar de tamanho avanço, que nos dá muito mais responsabilidade com a comunidade e o futuro do Brasil e vamos contabilizar nos próximos anos mais participação e mais responsabilidades.
Duas grandes questões precisaremos enfrentar com grandeza, articulação e respeito à diversidade de pensamento;
Uma é a discussão do piso salarial do Psicólogo, que tramita no Congresso a passos de tartaruga e infelizmente não temos um Deputado ou Senador que milite pela questão com o mesmo empenho que militam por outras causas. Todavia em relação ao piso parece que temos consenso e acredito que com uma campanha de mobilização possamos pressionar os parlamentares. O ideal é que elegessemos algum deputado da categoria, outras profissões utilizam tal estratégia, me parece muito eficaz;
Outra é a carga horária, aí não conseguimos nos entender. Uns defendem 30 horas semanais, outros 20.
Temos peculiaridades no exercício da Psicologia, não é possivel defendermos carga horária única profissional, as entidades precisam ouvir os Psicólogos e fomentar uma grande discussão.
Enquanto em algumas especialidades o Psicólogo consegue exercer suas atividades por 30 horas em outras se torna insalubre ir além das 20.
É o caso de Psicólogos que atuam na área da saúde em hospitais, clínicas, caps e outros. Trabalhar nesta área numa mesma instituição mais de 20 horas pode provocar perda de qualidade no trabalho e provocar doenças.
Enquanto não tomamos uma posição, os profissionais são contratados para trabalhar na maioria das vezes por 40 horas semanais. Sem contar que na atual situação não temos respaldo legal para qualquer reinvidicação e negociação.
Embora seja contra a carga horária única para o Psicólogo, considero um avanço a conquista das 30 horas semanais,.Estrategicamente o momento é de união para esta conquista, da mesma maneira os Assistentes Sociais obtiveram a carga horária sem a redução de salário.
Um grande abraço a todas Psicólogas e Psicólogos, Parabéns pelas conquistas, Força para os próximos desafios e UNIÃO PELA CARGA HORÁRIA DE 30 HORAS SEMANAIS SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
CARTA ABERTA AO MINISTRO DA SAÚDE PELO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA
Reproduzo na integra do site do CFP:
Carta aberta ao ministro da Saúde sobre a política nacional de saúde mental
Excelentíssimo Sr. Ministro da Saúde Alexandre Padilha,
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) parabeniza a nomeação de Vossa Excelência para o cargo de Ministro de Estado da Saúde, reconhecendo seu histórico como médico sanitarista e pela defesa da Saúde no país. Parabenizamos também a nomeação de Roberto Tikanori, um dos nomes importantes do processo da Reforma Psiquiátrica brasileira, para assumir a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
Este Conselho acompanha atentamente as linhas e diretrizes da política de saúde no Brasil. Muitas vezes, temos caminhado com o Ministério da Saúde, defendendo marcos importantes para a saúde da população brasileira e para a atuação dos psicólogos; em outros casos, divergimos, mas temos mantido diálogo respeitoso com o Ministério.
O CFP tem lutado pela superação dos manicômios no país e participado do processo de transformação da política de assistência em saúde mental iniciado há cerca de 20 anos, processo este que vem sendo criticado por alguns segmentos, em clara tentativa de fazer retroceder a implementação da Reforma Psiquiátrica, que devolveu a muitos brasileiros a condição de cidadania.
Reconhecemos o protagonismo do Ministério da Saúde em prol da luta antimanicomial, bem como as inegáveis conquistas de cidadania dos portadores de sofrimento mental, arduamente alcançadas pelo movimento social. Reconhecemos, ao mesmo tempo, os desafios que ainda estão postos para a consolidação desse projeto.
A Marcha dos Usuários de Saúde Mental, realizada em 30 de setembro de 2009 pela Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, em parceria com o CFP, foi organizada para exigir avanços na direção de uma assistência efetivamente antimanicomial. Isso quer dizer exigência pela completa substituição dos leitos em hospitais psiquiátricos por uma rede comunitária de serviços; ter a cidadania como prerrogativa essencial para a promoção e a garantia da saúde mental; e denunciar todas as formas de violência e opressão operadas contra as pessoas, assim como as lamentáveis e ainda recorrentes mortes ocorridas no interior dos hospitais psiquiátricos existentes.
O princípio de que não existe saúde mental sem reconhecimento dos sujeitos, dos seus direitos, da sua plena condição de participação na vida social, a qual precisa então suportar diversidade e novas formas de ordenação, seja no campo da cultura, do trabalho, da educação, da assistência, e de tantos outros, levou a Marcha dos Usuários pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial a apresentar exigências não apenas às políticas públicas de saúde, mas também a outros setores.
Reconhecendo o avanço que a ação intersetorial proporciona ao projeto antimanicomial, destacamos, contudo, o protagonismo da política pública de Saúde que, de modo ousado e contrário a posições de cunho liberal e corporativo, sustenta a saúde como bem público e como um direito, cuja garantia depende da conjugação de sabres e práticas diversas que têm como centro o usuário. Ou seja, sem ceder a pressões do mercado ou das categorias profissionais, a política pública de saúde brasileira investe em empreendimento no qual se arrisca a partilhar o poder para melhor cuidar. Esta diretriz é reafirmada na política pública de saúde mental e é central para o projeto antimanicomial.
A Marcha reconheceu que a Reforma Psiquiátrica precisa de uma dimensão intersetorial. A IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial foi uma exigência desse ato político, que trouxe avanços no campo do debate técnico e político sobre as necessidades de política nacional de saúde mental intersetorial e integral. Essa Conferência, realizada no ano de 2010, como espaço legítimo e democrático do controle social, envolvendo oficialmente todos os segmentos implicados com o campo da saúde mental no país, teve como resultado uma avaliação que aponta para a necessidade de continuidade, avanço e fortalecimento da política de saúde mental. Ela exigiu, no âmbito das políticas de saúde, a total substituição dos hospitais psiquiátricos pela rede de atenção c! omunitária, que precisa ser qualificada e pública.
A Conferência também orientou pela garantia da aplicação dessas mesmas diretrizes na atenção aos usuários de álcool e outras drogas, alvo de preocupações no cenário brasileiro e no atual campo de embates políticos. Entendemos serem essas diretrizes, firmadas em amplo processo democrático de avaliação e deliberação das conferências de saúde mental realizadas em todo o país, que devem orientar a condução das políticas de saúde mental no âmbito do SUS.
Compreendendo que a garantia dos direitos dos usuários de saúde mental e a implementação efetiva da política antimanicomial prevista na Lei 10.216/01 são lutas comuns ao Ministério da Saúde e ao CFP, colocamo-nos à disposição e abertos ao diálogo para avançarmos na concretude dessas políticas urgentes à população brasileira.
Brasília, 10 de fevereiro de 2011
Conselho Federal de Psicologia
Carta aberta ao ministro da Saúde sobre a política nacional de saúde mental
Excelentíssimo Sr. Ministro da Saúde Alexandre Padilha,
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) parabeniza a nomeação de Vossa Excelência para o cargo de Ministro de Estado da Saúde, reconhecendo seu histórico como médico sanitarista e pela defesa da Saúde no país. Parabenizamos também a nomeação de Roberto Tikanori, um dos nomes importantes do processo da Reforma Psiquiátrica brasileira, para assumir a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
Este Conselho acompanha atentamente as linhas e diretrizes da política de saúde no Brasil. Muitas vezes, temos caminhado com o Ministério da Saúde, defendendo marcos importantes para a saúde da população brasileira e para a atuação dos psicólogos; em outros casos, divergimos, mas temos mantido diálogo respeitoso com o Ministério.
O CFP tem lutado pela superação dos manicômios no país e participado do processo de transformação da política de assistência em saúde mental iniciado há cerca de 20 anos, processo este que vem sendo criticado por alguns segmentos, em clara tentativa de fazer retroceder a implementação da Reforma Psiquiátrica, que devolveu a muitos brasileiros a condição de cidadania.
Reconhecemos o protagonismo do Ministério da Saúde em prol da luta antimanicomial, bem como as inegáveis conquistas de cidadania dos portadores de sofrimento mental, arduamente alcançadas pelo movimento social. Reconhecemos, ao mesmo tempo, os desafios que ainda estão postos para a consolidação desse projeto.
A Marcha dos Usuários de Saúde Mental, realizada em 30 de setembro de 2009 pela Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, em parceria com o CFP, foi organizada para exigir avanços na direção de uma assistência efetivamente antimanicomial. Isso quer dizer exigência pela completa substituição dos leitos em hospitais psiquiátricos por uma rede comunitária de serviços; ter a cidadania como prerrogativa essencial para a promoção e a garantia da saúde mental; e denunciar todas as formas de violência e opressão operadas contra as pessoas, assim como as lamentáveis e ainda recorrentes mortes ocorridas no interior dos hospitais psiquiátricos existentes.
O princípio de que não existe saúde mental sem reconhecimento dos sujeitos, dos seus direitos, da sua plena condição de participação na vida social, a qual precisa então suportar diversidade e novas formas de ordenação, seja no campo da cultura, do trabalho, da educação, da assistência, e de tantos outros, levou a Marcha dos Usuários pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial a apresentar exigências não apenas às políticas públicas de saúde, mas também a outros setores.
Reconhecendo o avanço que a ação intersetorial proporciona ao projeto antimanicomial, destacamos, contudo, o protagonismo da política pública de Saúde que, de modo ousado e contrário a posições de cunho liberal e corporativo, sustenta a saúde como bem público e como um direito, cuja garantia depende da conjugação de sabres e práticas diversas que têm como centro o usuário. Ou seja, sem ceder a pressões do mercado ou das categorias profissionais, a política pública de saúde brasileira investe em empreendimento no qual se arrisca a partilhar o poder para melhor cuidar. Esta diretriz é reafirmada na política pública de saúde mental e é central para o projeto antimanicomial.
A Marcha reconheceu que a Reforma Psiquiátrica precisa de uma dimensão intersetorial. A IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial foi uma exigência desse ato político, que trouxe avanços no campo do debate técnico e político sobre as necessidades de política nacional de saúde mental intersetorial e integral. Essa Conferência, realizada no ano de 2010, como espaço legítimo e democrático do controle social, envolvendo oficialmente todos os segmentos implicados com o campo da saúde mental no país, teve como resultado uma avaliação que aponta para a necessidade de continuidade, avanço e fortalecimento da política de saúde mental. Ela exigiu, no âmbito das políticas de saúde, a total substituição dos hospitais psiquiátricos pela rede de atenção c! omunitária, que precisa ser qualificada e pública.
A Conferência também orientou pela garantia da aplicação dessas mesmas diretrizes na atenção aos usuários de álcool e outras drogas, alvo de preocupações no cenário brasileiro e no atual campo de embates políticos. Entendemos serem essas diretrizes, firmadas em amplo processo democrático de avaliação e deliberação das conferências de saúde mental realizadas em todo o país, que devem orientar a condução das políticas de saúde mental no âmbito do SUS.
Compreendendo que a garantia dos direitos dos usuários de saúde mental e a implementação efetiva da política antimanicomial prevista na Lei 10.216/01 são lutas comuns ao Ministério da Saúde e ao CFP, colocamo-nos à disposição e abertos ao diálogo para avançarmos na concretude dessas políticas urgentes à população brasileira.
Brasília, 10 de fevereiro de 2011
Conselho Federal de Psicologia
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
MEDICALIZAÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS E DA EDUCAÇÃO
Chega às crianças e adolescentes a transformação de problemas sociais e educacionais em doenças, com o objetivo de individualizar questões coletivas, controlar e silenciar a sociedade.
Há algum tempo a biologização de questões psicológicas, são divulgadas como verdades científicas, resultando em intervenções invasivas nos indivíduos. Exemplo disso são o recorde de venda de medicações, especialmente as psicoativas.
A lógica biologizante leva a população a acreditar que o ser humano não passa de uma máquina, e basta trocar peças ou utilizar uma medicação que faça funcionar melhor as engrenagens e tudo ficará bem. Temos até a pílula da felicidade.
Relações familiares muitas vezes comprometidas com conflitos, dificuldade em assunção e adjudicação de funções de pai, mãe e filho, problemas em compatibilizar trabalho, lazer e vida familiar e questões sociais graves referentes a moradia, trabalho, saneamento,lazer e cultura, são individualizadas nos adultos através de patologias como ansiedades, medos, depressões, crises de pânico e insônia, com a proposta de serem controladas através de medicações psicoativas ao invés de luta pelos direitos básicos do homem.
Em relação educação, as vítimas da patologização de questões sociais comunitárias são as crianças e os adolescentes?
Salas de aulas lotadas, escolas com instalações em condições precárias, professores sem a devida valorização e motivação. Politicas educacionais voltadas a produtividade e massificação no lugar de uma pedagogia libertadora são questões reduzidas a patologias individuais denominadas como problemas de aprendizagem.
Pseudodoenças como "Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade" ou "Dislexia", com prevalência de até 15% da população estudantil, passível de tratamento medicamentoso, mesmo na mais tenra idade e nos primeiros anos de escola.
Quem ganha com isso?
Precisamos discutir políticas públicas na área de educação, reinvidincar ensino público de qualidade e não setenciar nossos filhos com diagnósticos e prognósticos, vamos garantir a singularidade de nossas crianças e adolescentes, para que tenham um futuro de sucesso e uma vida criativa.
Pais, profissionais de saúde e educação, conselhos profissionais, sindicatos, políticos, vários movimentos populares e pessoas físicas estão preocupados com esta situação, organizados no Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, participe também.
Você pode conseguir maiores informações no site do CRPSP abaixo;
http://www.crpsp.org.br/portal/boletim/
Aproveite para assinar o Manifesto de Lançamento do "Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade".
Para aprofundar a discussão leia:
Medicalização de Crianças e Adolescentes "conflitos silenciados pela redução de questões sociais a doenças de indivíduos" Conselho Regional de Psicologia SP - Editora Casa do Psicólogo
Há algum tempo a biologização de questões psicológicas, são divulgadas como verdades científicas, resultando em intervenções invasivas nos indivíduos. Exemplo disso são o recorde de venda de medicações, especialmente as psicoativas.
A lógica biologizante leva a população a acreditar que o ser humano não passa de uma máquina, e basta trocar peças ou utilizar uma medicação que faça funcionar melhor as engrenagens e tudo ficará bem. Temos até a pílula da felicidade.
Relações familiares muitas vezes comprometidas com conflitos, dificuldade em assunção e adjudicação de funções de pai, mãe e filho, problemas em compatibilizar trabalho, lazer e vida familiar e questões sociais graves referentes a moradia, trabalho, saneamento,lazer e cultura, são individualizadas nos adultos através de patologias como ansiedades, medos, depressões, crises de pânico e insônia, com a proposta de serem controladas através de medicações psicoativas ao invés de luta pelos direitos básicos do homem.
Em relação educação, as vítimas da patologização de questões sociais comunitárias são as crianças e os adolescentes?
Salas de aulas lotadas, escolas com instalações em condições precárias, professores sem a devida valorização e motivação. Politicas educacionais voltadas a produtividade e massificação no lugar de uma pedagogia libertadora são questões reduzidas a patologias individuais denominadas como problemas de aprendizagem.
Pseudodoenças como "Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade" ou "Dislexia", com prevalência de até 15% da população estudantil, passível de tratamento medicamentoso, mesmo na mais tenra idade e nos primeiros anos de escola.
Quem ganha com isso?
Precisamos discutir políticas públicas na área de educação, reinvidincar ensino público de qualidade e não setenciar nossos filhos com diagnósticos e prognósticos, vamos garantir a singularidade de nossas crianças e adolescentes, para que tenham um futuro de sucesso e uma vida criativa.
Pais, profissionais de saúde e educação, conselhos profissionais, sindicatos, políticos, vários movimentos populares e pessoas físicas estão preocupados com esta situação, organizados no Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, participe também.
Você pode conseguir maiores informações no site do CRPSP abaixo;
http://www.crpsp.org.br/portal/boletim/
Aproveite para assinar o Manifesto de Lançamento do "Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade".
Para aprofundar a discussão leia:
Medicalização de Crianças e Adolescentes "conflitos silenciados pela redução de questões sociais a doenças de indivíduos" Conselho Regional de Psicologia SP - Editora Casa do Psicólogo
sábado, 29 de janeiro de 2011
ABAIXO ASSINADO CONTRA O FECHAMENTO DO CINE BELAS ARTES
http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/7873
ASSINEM E DIVULGUEM, VAMOS VALORIZAR O PATRIMONIO CULTURAL DE SÃO PAULO
ASSINEM E DIVULGUEM, VAMOS VALORIZAR O PATRIMONIO CULTURAL DE SÃO PAULO
ABAIXO ASSINADO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO
Passagem de ônibus R$ 3,00, salário mínimo R$ 545,00, ninguém aguenta.
Amigos vamos participar, a passagem de ônibus em São Paulo é maior do que a de Paris, Roma e Madrid que é de 1 Euro aproximadamente 2,30 reais. Em Buenos Aires 0,50 de real aprox. e em Caracas +ou - 0,25 de real. Não é possível, é um absurdo. Para assinar basta clicar no link abaixo.
Abaixo-assinado contra o aumento da passagem de ônibus para R$3 e a favor da execução (urgente!) de medidas em prol da melhora do transporte público na cidade de São Paulo
Amigos vamos participar, a passagem de ônibus em São Paulo é maior do que a de Paris, Roma e Madrid que é de 1 Euro aproximadamente 2,30 reais. Em Buenos Aires 0,50 de real aprox. e em Caracas +ou - 0,25 de real. Não é possível, é um absurdo. Para assinar basta clicar no link abaixo.
Abaixo-assinado contra o aumento da passagem de ônibus para R$3 e a favor da execução (urgente!) de medidas em prol da melhora do transporte público na cidade de São Paulo
MEDICINA TRADICIONAL CHINESA NA SAÚDE PÚBLICA
A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) avança cada vez mais no Brasil, devido aos resultados experimentados pelos seus usuários. A repercussão do sucesso dos tratamentos de Acupuntura, Fitoterapia, Dietoterapia, Radiestesia, Práticas Corporais e outras terapias e técnicas que foram sendo agregadas, formando um arsenal terapêutico poderoso e de incalculável capacidade curativa, preventiva e de promoção a saúde.
Tal repercussão atinge a grande mídia, entre outras incersões, até na novela do horário nobre da tv globo, mostrando uma profissional Fisioterapeuta Acupunturista, acompanhando uma protagonista da novela, explicando as bases da Acupuntura Energética e os fundamentos da MTC, tais como o equilíbrio energético.
Enquanto isso, a Saúde Pública padece com a falta de profissionais, de insumos e equipamentos públicos.
É necessário ampliar os horizontes da política pública de saúde no Brasil. A Organização Mundial de Saúde, ratifica a Medicina Tradicional Chinesa e recomenda a sua utilização em todo o mundo, infelizmente no serviço público ainda engatinha.
Temos profissionais qualificados para atuar, a necessidade de insumos é infinitamente inferior aos gastos atuais, não são necessários exames laboratoriais e de imagem, não teríamos que construir novas unidades de saúde, a idéia é complementar e não substituir os tratamentos de saúde convencionais atuais, vale lembrar sempre isso, para não despertar paranóias desnecessariamente. Queremos união em função da melhoria na prestação de atendimento público na área da saúde.
Além de diminuir os custos per capita, poderíamos otimizar os recursos já existentes, proporcionando mais saúde principalmente a população carente e que não dispõe de recursos financeiros para procurar os serviços particulares.
Os recursos de saúde sofisticados demoram a chegar aos locais mais pobres do nosso país, porque o poder público demora a se apropriar dessas possibilidades, e a MTC acaba entrando neste rol, embora seja simples e de baixo custo de aplicação, podendo ser implantado sem demora e com pouco investimento.
Vamos aproveitar o momento para avançarmos na divulgação dessas práticas milenares de grande sucesso e de tão bons resultados mundiais alcançados.
Tal repercussão atinge a grande mídia, entre outras incersões, até na novela do horário nobre da tv globo, mostrando uma profissional Fisioterapeuta Acupunturista, acompanhando uma protagonista da novela, explicando as bases da Acupuntura Energética e os fundamentos da MTC, tais como o equilíbrio energético.
Enquanto isso, a Saúde Pública padece com a falta de profissionais, de insumos e equipamentos públicos.
É necessário ampliar os horizontes da política pública de saúde no Brasil. A Organização Mundial de Saúde, ratifica a Medicina Tradicional Chinesa e recomenda a sua utilização em todo o mundo, infelizmente no serviço público ainda engatinha.
Temos profissionais qualificados para atuar, a necessidade de insumos é infinitamente inferior aos gastos atuais, não são necessários exames laboratoriais e de imagem, não teríamos que construir novas unidades de saúde, a idéia é complementar e não substituir os tratamentos de saúde convencionais atuais, vale lembrar sempre isso, para não despertar paranóias desnecessariamente. Queremos união em função da melhoria na prestação de atendimento público na área da saúde.
Além de diminuir os custos per capita, poderíamos otimizar os recursos já existentes, proporcionando mais saúde principalmente a população carente e que não dispõe de recursos financeiros para procurar os serviços particulares.
Os recursos de saúde sofisticados demoram a chegar aos locais mais pobres do nosso país, porque o poder público demora a se apropriar dessas possibilidades, e a MTC acaba entrando neste rol, embora seja simples e de baixo custo de aplicação, podendo ser implantado sem demora e com pouco investimento.
Vamos aproveitar o momento para avançarmos na divulgação dessas práticas milenares de grande sucesso e de tão bons resultados mundiais alcançados.
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